PRENSA

Nanc Pimenta Alves. Eventos

EVENTOS

Seminários e Exposições:

Exposição na Galerie Celestin, Seminário de Arte Abstrata e Performance ao vivo. Francia (2013)
Art Cartagena. Colombia. (2014)
Art San Diego, California, USA (2013)
Art Affordable, México. (2013)
Eggo. Recoleta. Buenos aires. (2013
)Art Affordable. New York, USA (2013)
Aqua. Miami, USA (2012)
Art San Diego. California, USA (2012)
Art santa fe. New México, USA (2012)

Arte em Quintana.(2008 - 2009)
Exposição em Gallery Kitai, Tokio. (2010)
Exposição de arte 32nd International Artexpo. Manhattan, New York. (2010 - 2011)
Exposição de arte ArtMonaco 10. Salon D'art Contemporain Editión Speciale. Principaute de Monaco.(2010)
Arte clásica. Costa Salguero. (2010)
Expotrastiendas. (2008, 2009 - 2010)
ArtRoad Sofitel, Cardales. (2010)
Museu Metropolitano de Buenos Aires. (2010
Galeria Arte Braque. (Mayo 2010)
ExpoMueble para Galeria Arte Braque.
Exposição de arte Salta para Galería Arte Braque.
Menção honrosa na exposição "Nuevas Experiencias" para a Galeria Arte Braque.
Participação com Rodolfo Insaurralde em diferentes seminários e exposições de arte.

  • Image
  • Image
  • Image
  • Image
  • Image
  • Image
  • Image
  • Image
  • Image
  • Image
  • Image
  • Image
  • Image
  • Image
  • Image
  • Image
  • Image
  • Image
  • Image
  • Image
  • Image
  • Image
  • Image
  • Image
  • Image
  • Image
  • Image
  • Image
  • Image
  • Image
  • Image
  • Image
  • Image
  • Image
  • Image
  • Image
  • Image
  • Image
  • Image
  • Image
  • Image
  • Image

Critica

Pic

Figuras, atmósferas, universos

por Rodrigo Alonso

A obra da Nancy Pimenta Alves articula diferentes registros formais, conceituais e estéticos. Demonstra um sutil equilíbrio entre figuração e abstração, desdobra-se nos mais diversos formatos, materiais e suportes, o que revela o domínio da perícia técnica de sua autora, forjada em anos de criação e docência.

A figura franca e naturalista governa os trabalhos precoces. A maioria desses são autorretratos em que Torre expressa atitudes e estados de ânimo com uma gestualidade contundente. O caráter intimista, o uso do claro-escuro e a paleta dominada pelos tons ocres lembram de alguns mestres da pintura clássica, como Rembrandt, embora o protagonismo feminino nos faça pensar em Raquel Forner, a artista argentina que destacou, como nenhuma outra, o lugar da mulher na história social e artística. Depois, as figuras se tornam mais nítidas; o desenho começa a dominar e seus traços adquirem um caráter hiper-realista.

Em muitos casos, os rostos encontram um contraste em objetos e imagens elevados à categoria de símbolos. Chaves, pincéis, desenhos infantis ou personagens emblemáticas (como a Mafalda do Quino) estabelecem um diálogo visual com a artista, que, por vezes, se percebem carregados de certa tensão. Em outras ocasiões, aparecem símbolos decididos, como o elefante, que traduzem qualidades do tipo psicológicas. São recursos que permitem à autora construir uma interação entre o mundo interior e o exterior, entre o que podemos ver e o que é projetado além da tela, entre o evidente e o latente.

Posteriormente, esse diálogo encontra novas resoluções formais. Os fundos das pinturas se tornam cada vez mais abstratos e a força expressiva é transferida dos rostos para o ambiente circundante. Agora, o contraste não se centra nas figuras, mas se estabelece entre elas e umas atmosferas que vão ganhando propriedades distintivas, entre gestuais e alegóricas. A interação é muito mais aberta, mas não se apaga. Não se trata da habitual relação entre figura e fundo, mas de uma situação plástica onde é forjada uma espécie de expectativa cuja resolução cabe principalmente ao espectador.

Um novo passo em direção à abstração acrescenta ainda mais a atividade desse último. A figura feminina vai se apagando e se torna cada vez mais determinante a construção de um sentido que supere as imagens reconhecíveis. Jorrados, manchas, traços enérgicos, grades multiplicadas pela superfície pictórica conformam um universo plástico polivalente, dinâmico, que não é possível conter e abre o jogo à intuição e a espontaneidade. A configuração cromática sofre uma mutação semelhante: há uma reprodução de amarelos, rosas, vermelhos, azuis claros, tintas fluorescentes e cores exaltadas que se insinuam por trás de grandes extensões escuras e produzem vibrações óticas.

O impacto se prolonga nos grandes formatos. Porém não se trata de uma transição à pura expressão, mas da exploração de novos caminhos em que os conceitos e as tensões não se apagam. Letras e números secretos começam a povoar as telas reativando seu caráter enigmático e introduzindo os conflitos inevitáveis. Com todos esses recursos, acrescentados àqueles já consolidados, a obra da Nancy Pimenta Alves adquire outro impulso promissório, cujos resultados ainda restam esclarecer.